terça-feira, 11 de outubro de 2016

Fotografia como memória

Dia 13 de agosto de 2016, a professora Valdélia de Barros Rocha, da Escola Estadual Rosa Pignataro, na cidade de Nova Cruz, jurisdicionada à 3ª. DIRED, realizou uma aula-passeio com a duração de duas aulas de 50 minutos, rememorando a arquitetura dessa cidade.
 O conteúdo teórico ministrado foi "A fotografia chega ao Brasil" e também foi abordada a história da origem da fotografia embasada no livro “História da arte” de Graça Proença, edição de 2011.
A turma que a professora Valdélia contemplou foi o 7º ano "A", composta por 42 alunos. E juntos foram fotografar a arquitetura antiga ainda existente em Nova Cruz.
Com esse trabalho a professora procurou desenvolver o olhar perspicaz do aluno, para que ele aprenda a zelar e a guardar na memória por meio da arte de fotografar o que nos resta da história de nossa cidade, ou seja, a arquitetura.
Embora muitas dessas obras artísticas já estejam descaracterizadas com mudança de pintura e outras transformações contemporâneas.                        


Essa casa, de Seu Zezito, data de 1929

A fachada da casa do prefeito Cid Arruda, filho de ex-prefeita Joanita Arruda Câmara com sua arquitetura amplamente preservada.
A casa a seguir que preserva a fachada, mas já transformada na parte da base, atualmente funciona como lanchonete e pizzaria onde foi aberta uma grande portada com portão de rolo, e assim, nossa memória vai se acabando e adeus história de Nova Cruz. Porém o restaurante e pizzaria El-Shaddai  ainda preserva a bela fachada. 
A Coletoria do Estado é uma das mais impressionantes da arquitetura de Nova Cruz. A fachada continua preservada e embelezando nossa cidade.
Essa casa a seguir pertenceu ao tio da Professora Valdélia, o Sr. Dandoca, foi vendida ao SINTE de Nova Cruz. Não se sabe se irão preservar pelo menos sua fachada que na opinião da professora é também um artigo de luxo da arquitetura novacruzense.                        
A professora recomenda preservar essas arquiteturas como um artigo de luxo, porque elas são relíquias da memória de nossa cidade.
A estação ferroviária também se encontra como parte de nossa memória histórica, e símbolo do período áureo da nossa economia,  pena que esteja esquecida pelos órgãos responsáveis e também sabe-se que já foram destruídas aparatos que faziam parte dela.

A professora Valdélia relembra a própria infância quando viajava de trem, quando as cargas de sal eram transportadas nos muitos vagões, dos sacos de gias (rãs) que eram transportadas para o consumo das pessoas de outra região, lembra dos passageiros e da ansiedade para chegar a casa da sua tia Lourdes que morava e continua morando em Guarabira-PB.
Outra relíquia arquitetônica novacruzense. Até a luminária ainda resistindo na nossa contemporaneidade e enquanto os reformadores sem conhecimento não a apaguem, mas se apagar estará acesa pela arte de fotografar.

Estas casas são mais modernas, seria interessante salvá-la por ter um estilo diferente e ser sobrevivente na contemporaneidade, em meio as demolições que acabam com nossa memória. Ela mostra a evolução das moradias já de décadas mais recentes.

Agora a casa ainda datada e mais antiga que foi registrada. Ela é de 1914.


A primeira caixa d água de Nova Cruz

Prédio onde funcionou a grande usina de algodão do Sr. Mauro Pessoa. Nova Cruz tem história; é só sabermos preservar.

A loja Nova Imperatriz não faz parte da antiga arquitetura, mas da história do comércio novacruzense. A loja ainda continua com uma placa que faz propaganda da Duloren. Incrível! Sua dona já faleceu, a famosa loja de aviamentos e brinquedos da Srª Dona Iracema.

A famosa Casa Globo ainda preservada na pintura, letreiro, portas e fachadas. Concorrente da Nova Imperatriz
O antigo açougue público com sua fachada requintada segundo sua época.       
                 
As observações e registros realizados pelos estudantes e pela professora Valdélia, mexem com o emocional e ela mesma confessa que essas fotos  às vezes lhe dão um saudosismo. Com certeza, não é apenas na professora, mas em qualquer novacruzense que vivenciou o ciclo áureo da economia local.

A casa das janelas antigas já está a venda e logo ninguém saberá o seu destino, se a preservação ou se a morte dessa história que estamos tentando de alguma forma preservar.
A casa vizinha já foi modificada e já está com a ampla portada.



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