terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Secretaria de Educação realiza feira de ciências, tecnologia e cultura em Natal

Assessoria Educação05 dez 2016 15:57


Feira reuniu mais de 150 trabalhos

Durante toda a segunda-feira (5), a Secretaria de Educação do RN realizou a 2ª Feira de Ciência, Tecnologia e Cultura do RN. Reunindo mais de 150 trabalhos, a feira representa a culminância de uma série de atividades científicas realizadas na Rede Estadual de Ensino. Os melhores experimentos serão levados para eventos nacionais e internacionais de ciências. A abertura, as mesas de discussão e apresentação de banners aconteceram na Escola de Governo, localizada no Centro Administrativo do Estado, em Natal.
A professora Cláudia Santa Rosa prestigiou os trabalhos dos estudantes. Após conhecer grande parte dos projetos expostos, a titular da Educação do RN fez a abertura da feira. “Essa é uma oportunidade de vermos como é rica a produção científica de nossas escolas e como os alunos são criativos ao elaborar as problemáticas e buscar a solução por meio da ciência”, destacou a secretária Cláudia Santa Rosa. A professora também lembrou da importância do professor no acompanhamento dos estudantes. 
Com um público estimado de 700 participantes, a feira serviu também como espaço de troca de experiências, como lembrou  Nicolle Ohana, estudante da Escola Estadual Professora Isabel Barbosa Vieira, localizada em Touros, que além de acompanhar os trabalhos apresentados é a atual jovem senadora do RN. “Em Brasília, pude representar nosso Estado. Hoje, aprendo com vocês um pouco mais de ciência”, declarou Ohana, que também é apaixonada pela área de Exatas, Biologia e Tecnologia e já sabe qual a profissão que irá adotar: “sonho estudar e trabalhar com Engenharia Ambiental”. 
Durante a tarde foram realizadas diversas discussões sobre matemática, protagonismo estudantil, metodologia científica, gêneros literários e a utilização de material reciclável. A coordenadora dos Órgãos Regionais de Educação, responsável pela realização da feira, Rosângela Silva aponta a diversidade de projetos apresentados na feira: “O evento reúne o que a de melhor em nossas escolas. Tenho a certeza de que isso representa o esforço e conhecimento de cada aluno e professor”.
As escolas classificadas para eventos nacionais e internacionais serão conhecidas amanhã (6) por meio de publicação no portal do SIGEduc (www.sigeduc.rn.gov.br).
A secretária adjunta de Educação, professora Mônica Guimarães, também esteve presente na feira. Representantes da Coordenadoria de Desenvolvimento Escolar, Subcoordenadorias de Ensino Fundamental, de Ensino Médio, de Educação Especial, de Educação Profissional e de instituições públicas ligadas a Educação Cientifica, como Fapern e a UERN, estiveram presentes participaram do evento.


RETIFICAÇÃO DE LICENÇA PRÊMIO

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

INCLUSÃO DEPENDE DE TODOS: FAMÍLIA – ESCOLA – PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE


O serviço de Educação Especial – Atendimento Educacional Especializado (AEE), da Escola Estadual Dr. Manoel Dantas de Santo Antônio, jurisdicionada à 3ª Diretoria Regional de Educação, promoveu neste dia 30 de novembro, uma palestra  para os Pais dos estudantes matriculados no serviço. A Palestra foi proferida pela Psicóloga Maria Helena de Lima que falou sobre o tema “sexualidade na adolescência: mudanças de atitudes e comportamento”.
A iniciativa partiu das Professoras da Sala de Recursos Multifuncionais, Ana Lúcia Bento e Jeane Rodrigues que atendem  22 alunos com deficiência e a maioria estão na fase da adolescência, daí percebeu-se a necessidade de discutir essa temática com o intuito de orientar a família de como lidar com tantas mudanças e contribuir para que seus filhos tenham uma adolescência saudável, sem preconceito e sem mitos.

A Direção da Escola, a Coordenação Pedagógica e as Professoras do AEE agradecem a colaboração da psicóloga em poder contribuir com esse rico momento de aprendizagens.

EXPLORANDO NOVOS ESPAÇOS – AMPLIANDO CONHECIMENTOS


Os estudantes das turmas de 6º anos da Escola Estadual Dr. Manoel Dantas, de Santo Antônio, jurisdicionada à 3ª Diretoria Regional de Educação, realizaram mais uma atividade do Projeto de Inovação Pedagógica (PIP), que tem como Orientadora a Profa. Sheila Thaniza (SEEC) e como Coordenadora Pedagógica a Profa. Ana Lúcia Bento.
A aula de campo aconteceu dia 23 de novembro em Natal e participaram desta atividade os professores de Língua Portuguesa (João Galdino), Matemática (Jorge Assis), Ciências (Denn Sidney e Miliana Coelho), Geografia (Aldineia Pereira) e Educação Física (Valéria Pessoa), a Coordenadora Pedagógica do Projeto (Ana Lúcia Bento) e a Diretora da Instituição (Alisângela de Oliveira).
Os estudantes iniciaram a aula na Fortaleza dos Reis Magos, em que tiveram a oportunidade de explorar e conhecer seu contexto histórico, assim como perceber sua importância na história do Rio Grande do Norte.
Após a exploração do ambiente, os estudantes realizaram um atividade de Educação Física na Praia do Forte, sob orientação da Profa. da área,  Valéria Pessoa que teve a colaboração do Prof. De Educação Física Andeson Pessoa. A atividade iniciou com alongamento, seguido de uma dinâmica coletiva e por último um circuito funcional.
À tarde, os estudantes se dirigiram ao maior cajueiro do mundo, o Cajueiro de Pirangi.
O dia foi de muitas aprendizagens!


LICENÇAS PRÊMIOS CONCEDIDAS PELO GOVERNO DO RN

Redimensionamento na E.E. ALBERTO MARANHÃO, EM NOVA CRUZ

No dia (30/11/2016), o diretor da 3ª. DIRED, Miguel Rosa Filho, realizou uma reunião na escola Estadual Alberto Maranhã, da cidade de Nova Cruz, para tratar de questões relacionadas ao redimensionamento na instituição.
Participaram do Evento, a equipe gestora, funcionários, professores, alunos e pais.

Foi aberto espaço para diálogos e todos puderam participar. Chegou-se a um consenso sobre as demandas da escola e como será a implantação do redimensionamento da instituição.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

SEEC lança para consulta pública sobre o Pacto pela Alfabetização dos Potiguares

SEEC/ASSECOM28 nov 2016 09:08

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura lança para consulta da sociedade a minuta do Pacto pela Alfabetização dos Potiguares. O documento contém iniciativas que estão em fase de discussão, junto com vários segmentos, para combater o analfabetismo no RN, meta do Plano Estadual de Educação. 
A titular da Educação do RN, professora Cláudia Santa Rosa, lembra como o analfabetismo prejudica a vida dos potiguares: “O Estado tem um número elevado de analfabetos, cerca de 450 mil potiguares ainda não foram alfabetizados. Essa realidade compromete a população em diversos ramos de suas vidas e também para o desenvolvimento do país”. 
A professora Cláudia Santa Rosa ainda destaca que os pontos apresentados na minuta, bem como os parceiros, ainda não foram definidos em sua totalidade, pois a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do RN estende a discussão para outras entidades e para a sociedade civil: “Os cidadãos que desejarem contribuir com a formulação do Pacto terão a oportunidade de apresentar as suas ideias e ajudarem a escrever esse importante capítulo em nosso Estado”. 
Até o dia 12 de dezembro, os interessados podem enviar sugestões para o Pacto, via e-mail. O internauta deverá escrever um e-mail para assecomeducacao03@gmail.com, contendo no campo assunto “Pacto pela Alfabetização dos Potiguares – Sugestão” e em seguida escrever a sua ideia. Serão consideradas válidas as sugestões que vierem acompanhadas do nome completo do propositor, idade, profissão, endereço e telefone.  
“Essa consulta será fundamental para finalizarmos o processo de elaboração do Pacto, pois ele representará o esforço coletivo para combater o analfabetismo”, destacou a professora Cláudia Santa Rosa.


Implementação do Plano Estadual de Educação do RN


SEEC/ASSECOM29 nov 2016 17:01

Considerando a necessidade de garantir o cumprimento das metas do Plano Estadual de Educação (PEE), elaborado de forma participativa a partir da liderança do Fórum Estadual de Educação, cabe a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte prover as ações de gestão voltadas para tornar o PEE uma realidade.
Neste sentido, é indispensável, à partida, organizar as unidades escolares para a construção de territórios educativos, passo importante para que tenhamos uma rede, efetivamente.
Alguns documentos estão disponibilizados abaixo e à medida que outros forem sendo construídos serão aqui acrescentados. 
Solicitamos que as dúvidas sejam encaminhadas via e-mail para assecomeducacao03@gmail.com, todos os questionamentos serão encaminhados para os setores responsáveis.

Documentos

Plano Estadual de Educação

Apresentação sobre a proposta de redimensionamento de escolas

Relação das 352 escolas que não houve proposta de redimensionamento

Relação das 604 escolas estaduais por quantitativos de alunos e de turmas

Relação das 53 escolas que desde o ano de 2009 integram o Programa Brasil Profissionalizado, do Governo Federal, com exigências de serem de ensino médio

Relação das escolas de ensino médio propostas para o semi-integral, em 2017, subsidiadas pelo Proemi, programa do Governo Federal

Relação das escolas de tempo integral de ensino fundamental implantadas no início de 2016 e escolas propostas para serem implantadas em 2017 

Relação das escolas de tempo integral de ensino médio propostas para serem implantadas em 2017 

Relação das escolas estaduais do Ensino Fundamental - Anos Iniciais e Finais, conforme o IDEB

Ranking dos estados, conforme o IDEB nos Anos Iniciais no Ensino Fundamental

Ranking dos estados, conforme o IDEB nos Anos Finais do Ensino Fundamental

Ranking dos estados, conforme o IDEB no Ensino Médio

Portaria Nº 1741/2016 - Redimensionamento da Rede Estadual de Educação

Portaria Nº 1731/2016 - Implementação de turmas de Educação de Jovens e Adultos

Portaria Nº 1544/2016 - Alocação de servidores efetivos, temporários e terceirizados nas escolas estaduais, DIRECs, DRAEs e Órgão Central

Portaria Nº 1578/2016 - Horários de expedientes dos servidores lotados nas DIRECs, DRAEs e Órgão Central 

Decreto Nº 26436/2016 – Criação do programa RenovEscola

Edital simplificado para Assessores Pedagógicos

TODOS ESSES DOCUMENTOS ESTÃO DISPONÍVEIS NO ENDEREÇO ELETRÔNICO QUE SEGUE:



GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS


Ontem (29/11/2016), o diretor da 3ª. DIRED, Miguel Rosa Filho, juntamente com a equipe desta instituição realizou visitas nas escolas de Nova Cruz, tanto na área urbana, quanto na área rural, posto que as escolas estavam vivenciando o Processo Eletivo de Gestores Escolares, de acordo com a Lei nº 290/2005.
Foi constatado com as visitas, que os processos eleitorais estavam transcorrendo, em sua maioria, respeitando os parâmetros da Gestão Democrática, onde alunos, pais e funcionários estavam votando.
No mais, o Diretor da Dired, esclareceu dúvidas e orientou sobre como realizar procedimentos, acerca de recursos eleitorais, caso algum candidato se sentisse prejudicado, uma vez que a Dired, através da técnica de Gestão, é uma instituição que atua de forma intermediária entre as comissões eleitorais das escolas e a Comissão Geral que funciona na SEEC/Natal.


REFLEXÃO SOBRE O REDIMENSIONAMENTO: Tempo da escola pública


SEEC/ASSECOM30 nov 2016 13:35

O tempo nos remete a ideia de passado, presente e futuro, nunca linear, antes pelo contrário. O tempo é uma interseção. Assim percebo a escola pública da rede estadual do Rio Grande do Norte: uma construção humana, resultado das ações do presente, amalgamadas no tempo, plasmadas pelas referências, escolhas e fazeres daqueles que vivem cada momento.
Diante de um histórico que revela o desempenho do ensino estatal muito abaixo do aceitável, urge que a gestão da educação assuma de vez o seu papel e responsabilidades. Igualmente, carece que a escola se reinvente, se reorganize, se transforme, ouse ser original, quebre o compromisso com modelos inoperantes que seguem a fazer estragos perversos nos projetos de vida de crianças e jovens. Repetir percursos de insucesso, ano após ano, indefinidamente, não nos parece ser o caminho razoável.
Partimos, pois, de uma certeza: a Educação do Rio Grande do Norte não comporta espaço para repetir o que já foi atestado que não funciona, enquanto outros estados da federação avançam, pactuam, frente a ações indutoras de mudanças indispensáveis, olhando do alto de um compromisso público com o bem comum e, especialmente, com os filhos dos trabalhadores que tanto defendemos como sujeitos de direito a uma escola pública de qualidade, justamente aquela escola que promove as aprendizagens previstas no currículo que se faz importante para a vida, mas também para que sigam uma trajetória acadêmica.
O Plano Estadual de Educação (PEE), elaborado pelos potiguares, evoca metas voltadas para a universalização do acesso de todos à escola, metas de qualidade para a melhoria das aprendizagens, de erradicação do analfabetismo absoluto, oferta de escola de tempo integral e da educação profissional técnica de nível médio, de valorização dos profissionais da educação quanto ao rendimento, formação inicial, continuada e pós-graduação, entre outras.
Redesenhar percursos, romper com paradigmas hegemônicos e promover as mudanças na Educação que conduzam aos resultados que a população espera, foi o que me motivou a aceitar o honroso convite do Governador Robinson Faria para assumir a gestão da educação do estado do RN.
Na Secretaria, tão logo cheguei, procurei compor a equipe com a gente que lá encontrei, profissionais comprometidos com um projeto de educação voltado para empoderar os estudantes, por meio de uma formação consistente. O êxito do PEE é, pois, inevitavelmente, tributário dos técnicos do órgão central, das Diretorias Regionais de Educação (DIRED), Diretorias Regionais de Alimentação Escolar (DRAE) e, sobretudo, dos profissionais que atuam nas escolas, aqueles que materializam intenções.
Ao estudar a educação estadual, por dentro, a nossa equipe se deparou com dados surpreendentes: o primeiro dá conta de 604 unidades que ofertam uma mistura de ensinos que tem gerado o surpreendente número de 54 tipos de escolas, quando o desejável seria seis ou sete. O segundo dado: a existência de escola na zona urbana de um município com o total de três alunos, sendo esta com duas turmas e, consequentemente, duas professoras. Das 604 escolas, 65 conta com menos de 100 alunos, uma delas, por exemplo, com 92 alunos distribuídos em 11 turmas, média de oito estudantes por turma.
Propomos algum tipo de redimensionamento, a curto, médio e longo prazos, para 252 escolas, objetivando adequá-las, otimizar os seus projetos, fortalecer o que cada uma já faz com maior êxito. Essa medida de gestão, nada mais é do que organizar as escolas por ofertas de ensino e modalidades, permitindo, inclusive, a coexistência de escolas próximas, algumas com dificuldades de formar as suas turmas porque outra unidade melhor estruturada resolve trabalhar com ensinos ou modalidades semelhantes.
Ora, historicamente se promoveu essa mistura pouco cuidadosa, que gerou 54 combinações, revelando uma rede sem face. O desejável seriam escolas exclusivas de anos iniciais do ensino fundamental, de anos finais, ensino médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA), educação profissional e de tempo integral. Em casos especiais é compreensível que numa mesma unidade de ensino sejam ofertados os anos finais do ensino fundamental mais o ensino médio, dada à proximidade das faixas etárias.
Identificada a medida a ser adotada, a orientação foi dada para que DIRED e gestores das escolas discutissem para identificar a expertise de cada equipe para lidar com determinada faixa etária; o estudo de demanda do bairro, território, município; a arquitetura da escola, o mobiliário, equipamentos, o projeto pedagógico. O chamamento para se instalar o respeito às expectativas e necessidades da criança, do adolescente, dos jovens e adultos, de modo a superar os processos formatados de infantilização de alguns e de imposição para a maturidade de outros. Personalizar as escolas e suas equipes é uma maneira de respeitar o público atendido e oferecer maiores condições para a escola protagonizar um projeto pedagógico em condições de apresentar resultados de aprendizagens. Não é verdade que salas e espaços educativos impessoais mediam aprendizagens, assim como não é verdade que basta o redimensionamento para todos os problemas serem resolvidos. Sabemos que é preciso garantir professores em todas as turmas e/ou componentes curriculares, melhorar a infraestrutura, entre outros entraves históricos que a gestão tem buscado construir os caminhos para superá-los.
O fato é que o redimensionamento também vislumbra ampliar as experiências dos estudantes, otimizar a rede física e os recursos humanos, no instante em que procura diminuir turmas, turnos e, eventualmente, unidades de ensino com restrito número de matrículas, desde que em condições de acomodação sem prejuízos. Não parece racional manter turmas ou escola em funcionamento com apenas um, dois, três, sete, dez, dezoito estudantes, tampouco uma escola na capital com 35 estudantes, contando com outras muito próximas.
O redimensionamento também intenciona que o Rio Grande do Norte cumpra compromissos assumidos com o Governo Federal, desde o ano de 2009. Não obstante a importância da população contar com uma rede de escolas técnicas, naquele ano o estado pactuou no âmbito do programa Brasil Profissionalizado, recebeu recursos para reformar 53 escolas e construir 10 Centros Tecnológicos de Educação Profissional e logo terá de prestar contas. Até o momento a Secretaria não cumpriu com o que lhe coube: ofertar ensino médio integrado nessas unidades, o que se revela como um dos desafios de agora. Das 53 escolas, apenas 12 são exclusivas de ensino médio. Como se não bastasse, há escola que oferta somente o ensino fundamental e outras são mais de ensino fundamental do que de Médio.
A definição de escolas exclusivas de ensino médio permitiria a implantação de 62 escolas semi-integral, com carga horária semanal de 35 horas, contando com aporte de recursos federal, o que não foi possível atingir esse número, lamentavelmente. De igual modo, a Secretaria não tem a certeza se as 16 escolas exclusivas de ensino médio, que o estado teria direito para implantar o tempo integral, serão aprovadas, pois algumas que estariam melhor habilitadas preferiram não aceitar a oferta. Vozes que agora ecoam contra escolas de tempo integral, silenciaram quando no início do ano de 2016, à luz do compromisso assumido no Plano Estadual de Educação, o estado, sozinho, acertadamente, passou a ofertar tempo integral em dez escolas de ensino fundamental.
As escolas que forem dimensionadas de maneira mais adequada evidentemente que terão um acompanhamento melhor estruturado, pois a proposta envolve assessoria pedagógica vinculada à DIRED, tendo em vista contribuir para a implementação do plano de gestão da escola, do seu projeto pedagógico, definição de metas de aprendizagens, propostas de formação continuada com base nas necessidades, a realização de um trabalho que sempre foi apontado como lacuna da Secretaria.
É necessário que se instale o bom senso em substituição ao interesse de alguns de promover instabilidade: o redimensionamento na rede estadual não enseja fechar escola em locais que sejam fundamentais permanecerem abertas, tampouco fechar turnos ou deixar de abrir turmas de modo a privar o direito à educação. O redimensionamento não é excludente, não se trata de uma proposta para demitir servidores, transferir professores de um município para outro ou implantar o processo de municipalização do ensino fundamental. O redimensionamento é uma ação de gestão que vai além de garantir matrícula na escola, integra uma política educacional para promover o direito de aprender na escola.
O tempo da escola pública é este, de agora, o tempo que cada um constrói aquilo que amanhã será passado.